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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Acessibilidade em Porto Alegre é uma das maiores, ainda é restrita mas

G1 acompanhou deslocamento de cadeirante pela capital gaúcha.

Dados são do IBGE sobre características do entorno dos domicílios.

Cadeirante Dilceu Flores Júnior enfrenta dificuldades para se locomover (Foto: Felipe Truda/G1)
Rampas de acesso mal conservadas dificultam a locomoção de cadeirantes (Foto: Felipe Truda/G1)
Porto Alegre é a cidade com a maior proporção de rampas de acesso para cadeirantes entre os 15 municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo foi realizado em 96,9% dos domicílios urbanos durante a pré-coleta do Censo 2010, com o objetivo de conhecer a infraestrutura urbana brasileira.
De acordo com os dados, a capital do Rio Grande do Sul oferece rampas no entorno de 23,3% dos domicílios. O percentual nacional é de 4,7%, o tipo de infraestrutura urbana menos presente nos municípios brasileiros entre os observados pelo IBGE.


Para quem precisa das rampas, no entanto, a capital gaúcha ainda está longe da situação ideal. Com exceção do Centro da cidade, a maioria dos bairros apresenta problemas que limitam o ir e vir de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.




Em alguns pontos, Dilceu não consegue andar (Foto: Felipe Truda/G1)

O ônibus tem porta especial para deficientes físicos. Dos cerca de 1,6 mil veículos que circulam pela cidade diariamente, 887 estão adaptados. Porém, segundo Dilceu, os horários das conduções ou não são planejados ou são muito mal divulgados. “O ônibus adaptado passa três vezes à tarde, mas não há como saber quando eles vêm”, reclama.
No teste feito durante a tarde, a intenção era chegar da Avenida Farrapos até o terminal de ônibus Flórida, próximo à Rua Comendador Azevedo, para se deslocar ao Centro de ônibus.
No início do percurso, a primeira adversidade: parte de uma rampa de acesso estava destruída. Em alguns pontos, o jeito foi usar as rampas para carros. “Aí temos de dar um ‘jeitinho brasileiro’. Eu sei me virar porque me acostumei. Se um estrangeiro cadeirante vem para cá, não vai saber fazer o que faço e não vai sair do lugar. Porto Alegre está preparada para a Copa do Mundo?”, questiona o morador.
 Contêiner Acessibilidade (Foto: Felipe Truda/G1)
Dois contêineres de lixo também atrapalharam o caminho de Dilceu. No primeiro, ele precisou passar pela faixa. No segundo, precisiu espremer-se entre o contêiner e a parede (Fotos: Felipe Truda/G1)

Já no terminal de ônibus, o cadeirante precisou de ajuda de pessoas que passavam pelo local para chegar ao ponto. Não demorou muito a passar um ônibus adaptado. Ao ingressar no veículo, Dilceu precisou da ajuda do cobrador.
Segundo ele, a intervenção foi necessária devido a uma falha no sistema que recolhe o cadeirante. “Falta manutenção. Não adianta simplesmente adaptar o veículo. A pessoa está tendo acesso ao serviço, é preciso dar toda essa garantia”, afirma.
Paralelepípedo não adaptado causou problemas no desembarque (Foto: Felipe Truda/G1)
Paralelepípedo não adaptado causou problemas
no desembarque de ônibus (Foto: Felipe Truda/G1)
Ao sair da condução, Dilceu se deparou com mais um problema: o pavimento do terminal de ônibus não é adequado para receber cadeirantes. Resultado: a plataforma por onde o cadeirante desce raspou no paralelepípedo. Foi preciso o ônibus se afastar e o cobrador, novamente, auxiliar Dilceu para que ele conseguisse seguir o seu trajeto.
No Centro da cidade, a equipe de reportagem do G1 conversou com outros dois cadeirantes. Morador da Restinga, Roberto Ferreira, de 43 anos, reclama dos carros estacionados sobre a ciclovia recentemente construída no bairro localizado na Zona Sul. O local também deveria ser utilizado por deficientes. “Ficaria uma maravilha com a ciclovia. O problema é que virou estacionamento.”
Já a locomoção diária da vendedora Ana Cristina Silva, de 39 anos, é ainda mais repleta de contratempos. Ela diz não conseguir andar sem ajuda no bairro Bom Jesus, na Zona Leste, onde mora. “Minha mãe tem de andar comigo, ou meus filhos. E para subir no ônibus, 
Ao sair da condução, Dilceu se deparou com mais um problema: o pavimento do terminal de ônibus não é adequado para receber cadeirantes. Resultado: a plataforma por onde o cadeirante desce raspou no paralelepípedo. Foi preciso o ônibus se afastar e o cobrador, novamente, auxiliar Dilceu para que ele conseguisse seguir o seu trajeto.
No Centro da cidade, a equipe de reportagem do G1 conversou com outros dois cadeirantes. Morador da Restinga, Roberto Ferreira, de 43 anos, reclama dos carros estacionados sobre a ciclovia recentemente construída no bairro localizado na Zona Sul. O local também deveria ser utilizado por deficientes. “Ficaria uma maravilha com a ciclovia. O problema é que virou estacionamento.”
Já a locomoção diária da vendedora Ana Cristina Silva, de 39 anos, é ainda mais repleta de contratempos. Ela diz não conseguir andar sem ajuda no bairro Bom Jesus, na Zona Leste, onde mora. “Minha mãe tem de andar comigo, ou meus filhos. E para subir no ônibus, não há rampa de acesso. Nenhuma rua lá tem rampa”, desabafa.
Rampas raras
O número de Porto Alegre contrasta com Fortaleza, que possui apenas 1,6% de calçadas rebaixadas. Entre as regiões, Sul e Centro-Oeste tiveram o melhor desempenho, de 7,8%. As regiões Norte e Nordeste têm o pior percentual registrado: 1,6%.
A Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre informa que está abrindo licitação para 400 rebaixamentos de calçada na cidade. “A Prefeitura também está exigindo dos proprietários (de imóveis) a reforma das calçadas e estamos acompanhando para que sejam calçadas com acessibilidade”, diz o titular da pasta, Aracy Ledo.
Restinga Ciclovia (Foto: Alexandre Cigaran/ Arquivo Pessoal)Na Restinga, carros estacionados sobre a ciclovia,
que também seria usada por cadeirantes
(Foto: Alexandre Cigaran/ Arquivo Pessoal)
Sobre os problemas nos bairros, a secretaria diz que o Projeto Rota Acessível terá início no Centro, sendo estendido para a Cidade Baixa e, posteriormente, para outros bairros, de forma gradativa. O projeto está orçado em R$ 400 mil, mais da metade do orçamento anual da pasta, que é de R$ 600 mil.
Além disso, desde agosto do ano passado, a cidade possui um Plano Diretor de Acessibilidade, elaborado com base em diagnóstico realizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS) e viabilizado por convênio com o Ministério das Cidades. A partir da vigência do plano, os novos projetos de arquitetura e infraestrutura só são aprovados se seguirem as diretrizes previstas nele.
Em relação aos ônibus, a Prefeitura diz que, em 2009, instituiu como norma que qualquer ônibus que entre na frota tenha algum tipo de equipamento para possibilitar a subida de deficientes físicos.

RS sem Limite: articulando o sistema de políticas públicas para Pessoas com Deficiência (SISPEDE)




O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado do país a aderir ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O pacto entra as instâncias federativas é um passo importante na consolidação de um sistema de políticas públicas articuladas para este segmento que representa mais de 40 milhões de brasileiros e brasileiras.
A versão estadual, denominada RS sem Limite, vai buscar garantir direitos a 2,5 milhões de gaúchos e gaúchas que possuem algum tipo de deficiência, seja ela física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla.
Caberá a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (FADERS) vinculada à Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH) ser o órgão de articulação e coordenação do Plano, tendo o Comitê Gestor Estadual agregado do protagonismo a partir do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência com agentes de consolidação do sistema estadual de políticas públicas para pessoas com deficiência. 
Organizado em quatro eixos, as iniciativas estabelecem metas e previsões orçamentárias para execução até 2014, num montante de 258 milhões de reais. O eixo acesso a educação busca a ampliação do direito à educação, com ações como a disponibilização do transporte escolar acessível, que viabilizará o acesso dos alunos com deficiência às instituições de ensino, adequação arquitetônica de escolas públicas, implantação de novas salas de recursos multifuncionais. Serão mais de 12 milhões em investimentos na rede estadual de ensino!
Outro eixo importante será atenção saúde da pessoa com deficiência, onde serão ampliadas as ações de prevenção às deficiências, além da criação de um sistema estadual para monitoramento da busca ativa da triagem neonatal, com maior número de exames no Teste do Pezinho. Haverá também um expressivo fortalecimento das ações de habilitação e reabilitação, atendimento odontológico, ampliação das redes de produção, manutenção do acesso às órteses e próteses, reforço de ações clínico- terapêuticas, com elaboração e publicação de protocolos e diretrizes clínicas de várias patologias associadas à deficiência. Aqui são os maiores investimentos, com 230 milhões de reais.
O eixo inclusão social busca tem finalidade de oferecer apoio às pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social. Com relação às atividades profissionais, será estimulado o ingresso da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, com garantia do retorno ao BPC, no caso de desemprego, e a possibilidade de acúmulo do benefício com a renda do contrato de aprendizagem. Além disso, por meio do Programa BPC Trabalho, beneficiários acompanhados e orientados, com objetivo de incluí-los no mercado de trabalho. Destacam-se ainda ações no acesso ao esporte, turismo acessível, carteira de habilitação, comunicação, cultura, meio ambiente dentre outros, com investimento de mais de 15 milhões de reais.
O último eixo trata da acessibilidade através de ações conjuntas do poder público nas três esferas de governo. O programa Minha Casa, Minha Vida 2 garantirá 100% das unidades para famílias de baixa renda projetadas com acessibilidade de adaptação, sendo no Rio Grande do Sul 35.500 unidades. Serão criados ainda o Comitê e o Programa Estadual de Tecnologia Assistiva envolvendo entidades públicas, privadas e da sociedade civil, a Central de Tradutores e Interpretes de Libras e a Biblioteca Acessível.
O RS sem Limite não resolve todos os problemas das pessoas com deficiência do Estado, mas com certeza da um passo importante no sentido de legitimar estas políticas no centro do governo. A partir de agora, nos direcionamos ao segundo passo, que é dar estrutura a FADERS e ao COEPEDE para que seja consolidado o SISPEDE (Sistema Estadual de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência) fazendo com que estas ações estejam presentes nas instâncias municipais!











DANÇA PARA CRIANÇAS DE TODAS AS HABILIDADES



O Plano de Ações Formativas da Coordenação de Artes Cênicas abre inscrições para oficinas gratuitas: 



DANÇA PARA CRIANÇAS DE TODAS AS HABILIDADES

com Carla Vendramin

A oficina utiliza atividades lúdicas de improvisação e composição coreográfica, incentivando que crianças com e sem deficiências desenvolvam um processo de aprendizagem em dança juntas. O processo criativo do grupo também irá possibilitar a prática de criar pequenas performances durante todo o percurso da oficina. Todas as crianças irão se beneficiar conhecendo seu próprio corpo e o corpo do outro e também descobrindo as possibilidades de dançarem juntas, desenvolvendo comunicação e integração entre os participantes.

Público alvo: infantil - de 7 a 13 anos

Horário: segunda à sexta, das 10h às 12h

Período: de 23 a 31 de julho

Local: FACED - Sala 101 (Campus central da UFRGS - Av. Paulo Gama, 110)

INSCRIÇÕES:até dia 16 de julho

no Teatro de Câmara Túlio Piva

das 13h30 às 17h30

A PEDRA LANÇADA NO RIO: POSSIBILIDADES PARA O TRABALHO DO ATOR

com Fabíola Rahde e Marcos Rangel

A oficina propõe um trabalho prático de pesquisa do ator sobre si. Nela, serão trabalhados elementos técnicos básicos da Dança Pessoal do Ator, experimentados pelos atores Fabíola Rahde e Marcos Rangel este ano, durante o III Encontro do Núcleo de Pesquisa em Dança Pessoal do Ator, coordenado por Carlos Simioni. 



Público alvo: atores, bailarinos e demais interessados (a partir de 18 anos)

Horário: segunda à sexta, das 10h às 12h

Período: de 23 a 06 de julho

Local: sala 209 da Usina do Gasômetro

INSCRIÇÕES:até dia 22 de junho

na Coordenação de Artes Cênicas (Av. Érico Veríssimo, 307)

das 9h às 11h30 e das 14h às 17h30

GESTÃO EM CENA - Seminário Internacional de Gestão Criativa em Artes Cênicas

Fazem parte da programação deste seminário dois workshops e três palestras com nomes conhecidos dentro da gestão cultural: Lala Deheinzelin, Leonardo Brant, Ricardo Santillán Güemes e Hector Ariel Olmos. Após as palestras, será aberto um espaço para trocas e bate-papo sobre o cenário cultural da cidade

INSCRIÇÕES:até dia 27 de junho

através de formulário eletrônico disponível abaixo :

WORKSHOP

Dia 02 de julho - segunda das 14h às 18h

Economia Criativa em Artes Cênicas – Negócios Inovadores e Sustentáveiscom Lala Deheinzelin

Clique aqui para realizar sua inscrição

Dia 04 de julho - segunda das 14h - 18h

Gestão das Artes Cênicas, política cultural e identidadecom Héctor Ariel Olmos e Ricardo Santillán Güemes (Argentina)

Clique aqui para realizar sua inscrição


Coordenação de Artes Cênicas

Secretaria Municipal da Cultura

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

(51) 3289-8061 / (51) 3289-8062

http://www.maisteatro.blogspot.com